Bebês23 de outubro de 2026

Bebê não ganha peso? Conheça 10 alimentos que podem ajudar na alimentação

Por Redação Materninhando

Bebê não ganha peso? Conheça 10 alimentos que podem ajudar na alimentação

Alguns alimentos oferecem gorduras saudáveis, proteínas e nutrientes fundamentais para o crescimento infantil. Descubra quais podem fazer parte do cardápio do bebê e por que a variedade faz tanta diferença nessa fase.

Ver o bebê crescer saudável é uma das maiores preocupações das famílias. Por isso, quando o peso parece aumentar mais devagar do que o esperado, é comum surgirem dúvidas sobre a quantidade de leite, o tamanho das porções e os alimentos oferecidos. O que muitos pais não sabem é que a qualidade nutricional das refeições pode ser tão importante quanto a quantidade consumida. Alguns alimentos concentram energia, gorduras essenciais e nutrientes que participam diretamente do desenvolvimento do cérebro, dos músculos e dos ossos. Isso não significa, porém, que exista um alimento capaz de resolver sozinho o baixo ganho de peso. Cada bebê possui seu próprio ritmo de crescimento, e qualquer mudança persistente nessa trajetória precisa ser avaliada pelo pediatra.

A importância das gorduras no desenvolvimento infantil

Durante os primeiros anos de vida, o organismo utiliza uma quantidade significativa de energia para crescer e desenvolver novas habilidades. As gorduras exercem um papel especialmente importante nesse processo, participando da formação das células nervosas, do desenvolvimento cerebral e da absorção das vitaminas A, D, E e K. Não por acaso, aproximadamente metade das calorias presentes no leite materno vem das gorduras. Com o início da introdução alimentar, por volta dos seis meses, o bebê passa a receber esses nutrientes também por meio dos alimentos. Mas uma alimentação completa não depende apenas de gordura: proteínas, ferro, zinco, carboidratos e vitaminas precisam estar presentes em diferentes combinações para favorecer um crescimento equilibrado.

10 alimentos que merecem espaço na alimentação do bebê

Abacate: gordura saudável em uma fruta

Com textura naturalmente cremosa e sabor suave, o abacate é uma alternativa interessante para a introdução alimentar. Rico em gorduras monoinsaturadas, ele também oferece fibras, potássio e outros micronutrientes importantes. Sua consistência facilita o consumo mesmo por bebês que estão começando a experimentar novos alimentos. A partir dos seis meses, quando a criança demonstra prontidão para comer, pode ser servido amassado com um garfo, sem necessidade de acrescentar açúcar, leite condensado ou outros ingredientes doces. Por apresentar uma concentração energética maior do que muitas frutas, o abacate ajuda a diversificar a oferta de energia e nutrientes durante essa fase.

Ovo: muito mais do que uma fonte de proteína

O ovo reúne nutrientes importantes em um alimento simples e acessível. Sua gema contém gorduras, vitaminas e colina, substância envolvida no desenvolvimento do cérebro e no funcionamento do sistema nervoso. A clara oferece proteínas de alto valor biológico, importantes para o crescimento e a manutenção dos tecidos. O ovo pode fazer parte da introdução alimentar a partir dos seis meses, desde que esteja completamente cozido e seja apresentado em uma textura adequada. Pode ser amassado ou preparado como ovo mexido bem cozido, sem excesso de óleo ou sal. Embora seja um alimento potencialmente alergênico, as recomendações atuais não orientam adiar sua introdução sem indicação médica.

Azeite de oliva: pequenas quantidades que fazem diferença

O azeite de oliva é conhecido por sua concentração de gorduras monoinsaturadas e pode participar do preparo de refeições infantis. Uma pequena quantidade adicionada aos legumes, ao arroz ou ao feijão contribui para o sabor e aumenta a densidade energética da preparação. Essa característica pode ser útil quando existe necessidade de enriquecer a alimentação, desde que a estratégia faça parte de uma orientação nutricional individualizada. O Ministério da Saúde recomenda utilizar óleos vegetais com moderação desde o início da alimentação complementar, priorizando preparações caseiras e evitando frituras. O objetivo é complementar uma refeição variada, e não transformar o azeite no principal responsável pelo ganho de peso.

Sardinha: uma opção nutritiva e acessível

A sardinha merece atenção por oferecer proteínas, vitamina B12 e ácidos graxos ômega 3, especialmente importantes para o desenvolvimento do sistema nervoso. Dependendo da forma de consumo, também pode contribuir com cálcio e vitamina D. Outra vantagem é que a sardinha está entre os peixes considerados de menor teor de mercúrio pelas autoridades sanitárias norte-americanas. Para os bebês, a melhor opção é prepará-la bem cozida, sem espinhas, desfiada e misturada aos alimentos habituais da família. Pode ser introduzida por volta dos seis meses, respeitando a prontidão alimentar e observando possíveis reações, já que peixes também estão entre os alimentos que podem desencadear alergias.

Salmão: uma fonte de gorduras essenciais

O salmão contém gorduras poli-insaturadas, incluindo DHA, um tipo de ômega 3 que participa da estrutura do cérebro e da retina. Também fornece proteínas e vitaminas importantes para o crescimento infantil. Quando disponível na alimentação da família, pode ser oferecido ao bebê a partir do início da introdução alimentar, sempre completamente cozido, sem espinhas e em pedaços ou lascas adequados à idade. Não é necessário, entretanto, oferecer salmão para garantir um desenvolvimento saudável. Outros peixes, como a sardinha, também podem fornecer nutrientes semelhantes e costumam ser mais acessíveis. O mais importante é diversificar as fontes alimentares e manter o preparo seguro.

Iogurte natural integral: proteínas, gorduras e cálcio

O iogurte natural integral sem adição de açúcar combina proteínas, gordura e cálcio, nutrientes que contribuem para o desenvolvimento dos ossos e de outros tecidos. Segundo o CDC, iogurtes pasteurizados e sem açúcar podem fazer parte da alimentação complementar antes dos 12 meses, desde que não substituam o leite materno ou a fórmula infantil. No Brasil, o Guia Alimentar também contempla derivados do leite nas preparações oferecidas às crianças pequenas. Na hora da compra, vale observar a lista de ingredientes e evitar produtos com açúcar adicionado, aromatizantes e outros aditivos desnecessários. O iogurte pode ser utilizado em pequenas quantidades, inclusive combinado com frutas amassadas.

Queijos: atenção ao tipo e à quantidade

Os queijos fornecem proteínas, cálcio e quantidades variáveis de gordura, dependendo do tipo escolhido. Para a alimentação infantil, o ideal é priorizar produtos pasteurizados, com menor teor de sódio e sem temperos industrializados. Pequenas quantidades podem ser incorporadas a preparações caseiras, observando a idade, a consistência e as recomendações do profissional que acompanha a criança. Queijos muito salgados, processados ou servidos em pedaços grandes não são boas escolhas para os bebês. É importante lembrar que, embora alguns derivados do leite possam ser incluídos na alimentação complementar, o leite de vaca não deve substituir o leite materno ou a fórmula como bebida principal antes dos 12 meses.

Pasta de amendoim: energia concentrada com cuidados especiais

O amendoim contém gorduras insaturadas, proteínas e minerais, sendo um alimento de elevada densidade energética. Quando transformado em pasta lisa, sem açúcar e sem sal, pode ser incluído na alimentação complementar, desde que oferecido de maneira segura. A pasta deve ser diluída ou bem misturada a outra preparação macia, evitando porções espessas e pegajosas que aumentam o risco de engasgo. Amendoins inteiros ou em pedaços não devem ser oferecidos a bebês. As recomendações atuais sobre prevenção de alergias indicam que não há benefício em adiar desnecessariamente o contato com esse alimento, mas crianças com eczema grave, alergia a ovo ou suspeita de alergia alimentar precisam de avaliação médica antes da introdução.

Castanhas: benefícios que dependem do preparo correto

Castanha de caju, castanha do Brasil e outras oleaginosas são fontes de gorduras, proteínas e minerais, mas exigem atenção especial quando fazem parte do cardápio infantil. Para os bebês, nunca devem ser oferecidas inteiras ou em pedaços, devido ao risco de engasgo. Uma alternativa é utilizar pequenas quantidades de pasta lisa, sem açúcar e sem sal, bem diluída ou incorporada a preparações de textura apropriada. Cada tipo de castanha apresenta uma composição nutricional diferente, e a castanha do Brasil, por exemplo, é particularmente rica em selênio, mineral cujo excesso também pode ser prejudicial. Por isso, variedade e moderação são importantes, assim como a observação de possíveis reações alérgicas.

Carne bovina: ferro e proteínas para acompanhar o crescimento

Embora nem todos os cortes bovinos sejam ricos em gordura, a carne merece destaque por fornecer proteínas, ferro e zinco, nutrientes fundamentais para o crescimento e para o desenvolvimento infantil. O ferro é particularmente importante a partir dos seis meses, quando as reservas acumuladas durante a gestação começam a diminuir e a alimentação complementar passa a contribuir de maneira crescente para atender às necessidades da criança. A carne pode ser oferecida bem cozida, desfiada, moída ou picada em textura segura, combinada com feijão, arroz, legumes e verduras. Cortes muito duros, pedaços grandes e carnes processadas devem ser evitados. Sua presença no cardápio ajuda a enriquecer nutricionalmente as refeições, mesmo quando a quantidade consumida inicialmente é pequena.

Quando o bebê realmente precisa ganhar mais peso?

Um bebê pequeno não é necessariamente um bebê com dificuldades de crescimento. As curvas da Organização Mundial da Saúde permitem acompanhar a evolução do peso e do comprimento ao longo do tempo, considerando que cada criança pode apresentar uma trajetória diferente. Uma diretriz publicada em 2026 pela Academia Americana de Pediatria reforça que a investigação do ganho insuficiente de peso deve considerar mudanças no ritmo de crescimento, histórico alimentar e possíveis condições clínicas. Quando necessário, o tratamento pode envolver ajustes na quantidade de energia oferecida, acompanhamento nutricional e avaliação das habilidades alimentares da criança. Entretanto, acrescentar alimentos mais calóricos por conta própria não é uma solução universal, especialmente quando existem dificuldades na amamentação, alterações digestivas ou problemas de saúde associados.

O equilíbrio importa mais do que um alimento isolado

Na prática, uma alimentação nutritiva começa com variedade, segurança e respeito ao desenvolvimento do bebê. Até os seis meses, o leite materno exclusivo é a recomendação para crianças amamentadas; quando necessário, a fórmula infantil adequada deve ser utilizada sob orientação profissional. Depois dessa fase, as refeições complementares passam a ampliar a oferta de nutrientes, enquanto a amamentação pode continuar até os dois anos ou mais. As texturas devem evoluir gradualmente, respeitando as habilidades da criança, e os sinais de fome e saciedade precisam ser observados. Se o bebê apresenta dificuldades persistentes para ganhar peso, o caminho mais seguro é procurar o pediatra para identificar as causas e definir uma estratégia individualizada.

Mais do que buscar alimentos que façam o bebê engordar, o objetivo deve ser construir uma relação saudável com a comida desde o início da vida. Oferecer diferentes sabores, respeitar o apetite e priorizar alimentos naturais e minimamente processados ajuda a formar hábitos que acompanham a criança por muitos anos.

Fontes consultadas

  • Ministério da Saúde: Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos.
  • Organização Mundial da Saúde (OMS): Diretrizes de alimentação complementar de 6 a 23 meses.
  • Academia Americana de Pediatria (AAP): Diretriz clínica de 2026 sobre ganho insuficiente de peso e orientações sobre alergias alimentares.
  • Centers for Disease Control and Prevention (CDC): Alimentação infantil, laticínios e prevenção de engasgos.
  • Food and Drug Administration (FDA): Recomendações sobre consumo de peixes na infância.

O conteúdo do Materninhando tem caráter informativo e não substitui a orientação de um médico, pediatra, enfermeiro ou outro profissional de saúde. Em caso de dúvida ou urgência, procure atendimento.

Bebê não ganha peso? Conheça 10 alimentos que podem ajudar na alimentação | Materninhando